Tendências da Taxa Selic em 2026 — O que esperar

A Selic — taxa básica de juros da economia brasileira — continua sendo um dos principais fatores a influenciar decisões de consumo, crédito e investimentos em 2026. Entender as expectativas e cenários projetados pelos analistas ajuda tanto compradores quanto investidores a planejarem melhor seus movimentos no mercado financeiro e imobiliário.


No final de 2025, o cenário ainda era de Selic elevada, com o mercado projetando que a taxa básica permaneceria alta até o fim do ano. Relatórios do mercado financeiro — como o Boletim Focus — mostraram que a mediana da projeção da Selic para o fim de 2026 estava em torno de 12,25% a 12,50% ao ano, após um ciclo de elevações iniciadas para controlar a inflação.

Pesquisas mais recentes mantêm expectativas de juros em níveis elevados neste início de 2026, com projeções sugerindo que cortes podem começar gradualmente ao longo do ano, refletindo uma percepção de que o ciclo de aperto monetário pode estar no fim.


Economistas de instituições financeiras indicam que, após um período prolongado de Selic em patamares elevados (como 14,75% ou 15%), o Banco Central deve iniciar um ciclo de reduções graduais ao longo de 2026 — desde que as condições de inflação estejam sob controle — em resposta a sinais de arrefecimento da economia e à necessidade de estimular o crescimento.

Isso significa que, embora a taxa esteja alta no começo do ano, é provável que ela sofra reduções progressivas ao longo de 2026, aproximando-se de níveis mais harmônicos com o contexto econômico para os próximos anos.


Uma redução gradual da Selic ao longo de 2026 tem implicações importantes:

  • Crédito mais acessível: Juros menores podem baratear financiamentos, incluindo os imobiliários, tornando a compra de imóveis mais atrativa.
  • Maior demanda por imóveis: Com juros menores, a tendência é que mais compradores entrem no mercado, estimulando transações imobiliárias.
  • Valorização de ativos de longo prazo: Quando a Selic cai, investimentos de renda fixa oferecem retornos menores, muitas vezes levando investidores a buscarem alternativas como imóveis, que podem oferecer valorização e renda de aluguel.
  • Mais confiança para investimentos: A perspectiva de juros menores reduz o custo de oportunidade de alocar recursos em ativos reais, como imóveis ou fundos imobiliários.


Para quem está pensando em comprar um imóvel ou investir em ativos imobiliários em 2026, entender a trajetória da Selic é um diferencial competitivo. Em um cenário de juros em início de queda, a tendência é que:

  • oportunidades de negociação aumentem;
  • maior liquidez por parte de compradores surja;
  • investimentos imobiliários se tornem mais atrativos face a renda fixa tradicional.


A Selic influencia:

  • os juros dos financiamentos imobiliários
  • o custo do crédito
  • o comportamento dos investidores
  • a valorização dos imóveis ao longo do tempo

Quando a Selic sobe, o crédito tende a ficar mais caro.

Quando cai, o financiamento se torna mais acessível, estimulando compras e investimentos.


  • Selic alta: financiamentos com juros mais elevados, exigindo maior planejamento. Em contrapartida, surgem boas oportunidades de negociação, especialmente no mercado de usados.
  • Selic em queda: aumento da procura por imóveis, maior facilidade de crédito e valorização mais rápida dos ativos imobiliários.

Por isso, entender o momento da Selic ajuda o comprador a escolher o timing certo.


O imóvel é tradicionalmente um ativo de proteção patrimonial.

Em cenários de instabilidade ou juros altos, ele mantém valor real e gera renda (aluguel).

Quando a Selic começa a cair, muitos investidores migram de aplicações financeiras para o mercado imobiliário, impulsionando a valorização.


Mais importante do que a taxa em si é a estratégia.

Cada cliente tem um perfil, um objetivo e um momento financeiro.

Comprar bem não é apenas pagar juros menores, mas escolher:

  • localização
  • liquidez
  • potencial de valorização
  • negociação correta


As expectativas do mercado apontam que a Selic deverá começar a cair ao longo de 2026, ainda que permaneça em níveis considerados altos no início do ano. Essa tendência faz parte de uma resposta do Banco Central à evolução da inflação e ao estado da economia. Para o mercado imobiliário, essa redução gradual tende a estimular o crédito, fortalecer a demanda e abrir janelas de oportunidade para quem compra ou investe


A Selic influencia o mercado, mas boas decisões imobiliárias não dependem apenas dela. Com orientação profissional, é possível encontrar oportunidades tanto em ciclos de alta quanto de queda dos juros.


Se você está pensando em comprar, vender ou investir em imóveis, entender o cenário econômico é o primeiro passo — e contar com estratégia faz toda a diferença.


Carla Rojàne

17/01/2026


*Imagens Freepik

Compartilhe: